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1 de maio de 2013

Estandes de destaque na Feira de Milão - POR FLÁVIA LOURENÇÃO



A curadoria do Arkpad escolheu destacar alguns dos estandes mais interessantes da Feira de Milão 2013. Um dos estandes mais comentados da Feira, por conta de sua originalidade e cenografia espetacular, foi o daKartell. Assinado por Ferruccio Laviani, o estande Kartell Galleria simulava a Galleria Vittorio Emanuele de Milão, renomado ícone de luxo conhecido em todo o mundo. O visitante era convidado a caminhar entre as “boutiques” onde estavam expostas as peças dos diversos designers. Cada “vitrine” era dedicada a um designer, cujo nome foi ironicamente reinterpretado utilizando as mesmas fontes das grifes mais famosas do mundo:



Escolhido como o mais bonito da Feira de Milão 2012 pelo Arkpad, o estande da Vitra deste ano também merece destaque. A partir de uma pesquisa cromática da diretora de arte da marca, Hella Jongerius, a Vitra apresentou novas tonalidades para clássicos de Jean Prouvé, George Nelson e Charles & Ray Eames:




Para enfatizar esta escolha, a marca apostou nas cores para seu estande. Seguindo a mesma linguagem de luz e pureza visual do ano passado, manteve o conceito de apresentação do mobiliário através de ambientações cotidianas:

Neste ano tais ambientações eram delimitadas por “molduras coloridas”, que destacavam ainda mais os produtos e a ambientação em si, além de enfatizar as novas escolhas cromáticas da marca:


Outro estande que merece destaque é o da Moroso, assinado pela designer Patricia Urquiola. Como um jogo de Tangram tridimensional, era marcado pela sobreposição de triângulos e quadrados que se entrelaçavam em vários níveis. Externo e interno se compunham e descompunham com um efeito multifacetado de transparências e opacidades:


O estande, de 700 metros quadrados, era delimitado por uma estrutura perimetral, em grade de losangos, que servia de base para tramas diagonais feitos com fitas, criando um filtro visual. A mesma estrutura se repetia no centro do estande, delimitando os espaços dedicados aos encontros, ao redor dos quais se desenvolvia a área expositiva. Planos inclinados, plataformas em alturas diversas e painéis indicavam a importância do objeto exposto:


Incríveis 2.200 pedaços de papel foram usados para criar o estande da ótica MIDO. Como se fosse uma geleira invertida, a estrutura de papel cruzado foi usada para definir o espaço que exibia óculos e fornecia uma área de lounge. A instalação foi construída em torno de luzes coloridas cujo brilho vinha de dentro das caixas de papel. O conceito adotado pelo cenógrafo Francesco Pagliariccio foi o de não competir com os expositores ao nível do solo, mas ocupar uma porção mais alta no espaço.





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